Setor automotivo no Brasil

Setor Automotivo no Brasil: visão atual e cenários futuros

Se você é do ramo automotivo ou conhece algum “veterano” da mecânica, já deve ter notado as grandes transformações que moldaram o setor no Brasil.

E quando falamos de mudanças, é bom lembrar que elas não ficaram restritas aos veículos e suas tecnologias. 

Afinal, muita coisa mudou nos últimos anos, não só para fabricantes, mas também para prestadores de serviços, comerciantes e clientes. 

E entender esse cenário de transformações é essencial para o seu sucesso.

Neste artigo trazemos alguns pontos importantes sobre o setor automotivo brasileiro e quais são as projeções feitas por especialistas no tema. 

O crescimento do mercado automotivo no Brasil

O crescimento do mercado automotivo no Brasil

Para entender o crescimento do setor automotivo no Brasil em 2024, é preciso fazer uma leitura que extrapola esse mercado.

Primeiro, vamos à uma pequena retrospectiva dos principais acontecimentos dos últimos anos, começando em 2020, ano da pandemia.

A covid-19 impactou não apenas a saúde humana de forma geral, mas também a economia da maioria dos países. 

Foi preciso parar a produção em fábricas, mandar trabalhadores para casa e, infelizmente, reduzir gastos e o quadro de funcionários para manter as contas equilibradas.

Todo esse movimento gerou queda de rendimento na economia e aumento no desemprego, fatores que puxam o desempenho econômico para baixo.

O setor automotivo sofreu bastante com isso, afinal, não existe a possibilidade de montar carros em home office, tampouco prestar serviços, concorda?

Para se ter ideia, em 2020, o volume de vendas ficou quase 30% abaixo do esperado e mais de 7 mil profissionais foram demitidos. 

Sim, a gente não pode esquecer que o fortalecimento ou enfraquecimento do setor automotivo não gera impacto apenas para mecânicos, vendedores e fabricantes. 

Os setores responsáveis pela produção de borracha, aço e plástico também sofrem uma reação em cadeia quando há queda de rendimento no mercado automotivo. 

O mesmo acontece com serviços como seguros e até financiamentos veiculares.

Contudo, após a retomada das atividades presenciais de forma segura, as coisas começaram a se modificar aos poucos.

Hoje (2024), pouco mais de 2 anos após o fim da emergência da covid-19, já temos um cenário mais estável, e os números estão mais positivos.

O fim da pandemia abriu margem para a retomada da empregabilidade e das atividades econômicas. 

Isso fez com que a economia melhorasse e a taxa de desemprego caísse.

Segundo dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgados pelo IBGE, a taxa de desemprego caiu para 6,9% no segundo trimestre de 2024. 

Cresce também o mercado de veículos usados

Apesar da menor taxa de desemprego, não estamos dizendo que o Brasil está às mil maravilhas.

Basta olhar o preço de um carro zero em 2024 para tomar um susto com os valores.

Porém, o setor automotivo não vive só de carros novos. 

Mas existe um outro ponto a se discutir aqui: mesmo com o aumento no valor dos veículos novos e aquecimento do mercado de usados, a indústria automotiva também está crescendo.

As montadoras estão otimistas quanto à retomada das vendas. 

Em agosto de 2024, o Brasil registrou um aumento de 20% nas vendas e a produção de mais de 250 mil veículos, patamar que a indústria não atingia desde 2019. 

Fora isso, grandes marcas anunciaram investimentos no território brasileiro em 2024. 

Empresas como BYD, Volkswagen, Toyota e Chevrolet aplicaram mais de 70 bilhões de reais no setor automotivo nacional.

Algo que impulsiona não só a produção e venda de veículos, mas também a geração de empregos –  fator essencial para movimentar a economia e contribuir para a venda de bens de consumo.

Mas, por quais motivos houve um aumento dos investimentos das montadoras no nosso país?

Analisando o alto investimento das montadoras de veículos no Brasil

Analisando o alto investimento das montadoras de veículos no Brasil

Há 3 anos, o Brasil recebia uma notícia que parecia ser o “início do fim”.

Após 102 anos de atividades no país, a Ford anunciava o fim de suas atividades no território brasileiro

Em meio à pandemia, o anúncio da montadora norte-americana parecia decretar que a derrocada do setor automotivo do Brasil estava prestes a acontecer. 

Felizmente, as coisas não seguiram por esse cenário pessimista.

A pandemia passou, a economia se estabilizou gradativamente, a inflação foi controlada e tudo isso gerou um contexto positivo para as fabricantes, que aos poucos foram construindo seu planejamento para retomar bons resultados.

Indo na contramão da Ford, empresas com tradição em nosso país – como a Chevrolet e a Volks – anunciaram reforço de investimento em suas fábricas brasileiras, tanto para suprir o mercado nacional quanto internacional. 

Mas não foram só as grandes e conhecidas marcas que “salvaram” o setor. 

Como exemplo desse interesse chinês no Brasil, vale destacar que a BYD adquiriu a antiga fábrica da Ford em Camaçari (BA). 

Só que aqui vale um ponto de atenção: essas empresas não se movimentaram para continuar fazendo mais do mesmo. 

Os investimentos na casa dos bilhões de reais têm um propósito: atender ao mercado crescente de carros elétricos, híbridos e flex.

A GM, por exemplo, anunciou um investimento de R$5,5 bilhões em suas fábricas localizadas no estado de São Paulo, a fim de colocar no mercado sua linha de híbridos flex em 2025. 

A sustentabilidade, os carros híbridos e elétricos

A sustentabilidade, os carros híbridos e elétricos

Bom, até agora você viu que:

  1. O mercado automotivo como um todo sofreu um recesso grande com a pandemia;
  2. A volta das atividades presenciais e as melhorias na economia construíram um cenário positivo para retomada de investimentos;
  3. As marcas se movimentaram nesse contexto e encontraram oportunidades no Brasil.

Agora, chegou o momento de falar um pouco sobre outros dois protagonistas dessas mudanças: 

Os fatores climáticos e o aumento da conscientização do mercado consumidor.

Acredite, as montadoras não estão construindo carros elétricos e mais sustentáveis porque elas querem, mas sim por conta da demanda de mercado.

Conforme a ciência evoluiu e passamos a conhecer o impacto do uso de combustíveis fósseis no aquecimento global, a indústria automotiva entrou no centro de uma discussão importante: 

Como seguir vendendo bem, mas reduzindo o potencial poluente do produto?

Até hoje essa pergunta segue sem resposta, mas o mercado tem suas apostas, que são os veículos flex, híbridos e elétricos.

E vale dizer que o próprio mercado consumidor passou a dar mais atenção para esse tema. 

Segundo pesquisa realizada neste ano no Brasil, o interesse em carros elétricos e híbridos aumentou entre 2023 e 2024

No ano passado, 14% dos motoristas consideravam como “muito provável” a compra de um carro movido à eletricidade. 

Em 2024, essa intenção aumentou para 16%. O desejo de adquirir um híbrido plug-in subiu de 13,3% para 15,9%.

E sabe qual é o motivo desse crescimento? A preocupação ambiental. 

Segundo 55% dos participantes da pesquisa, o motivo para comprar um híbrido ou elétrico é justamente o menor potencial poluente.

O contexto fez com que a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABAVE) construísse uma projeção muito otimista para 2024. 

A associação acredita que 2024 vai se encerrar com a venda recorde de elétricos e híbridos, atingindo a casa de 160 mil veículos e registrando um crescimento de quase 65% em relação a 2023, quando 94 mil veículos desse tipo foram emplacados no Brasil. 

Iniciativas governamentais também têm o seu papel: conheça o programa Mover

Esse contexto de alto investimento na produção de veículos menos poluentes também tem influências governamentais.

Assim como acontece em qualquer país – e qualquer governo – as autoridades sabem que é necessário dar subsídios e estímulos para o setor industrial crescer e se transformar. 

O programa mover é um bom exemplo. 

Em troca do estímulo fiscal, as exigências de sustentabilidade se tornaram mais intensas. 

Mas o retorno vale a pena. 

E quando falamos de futuro, a tecnologia se faz presente

E quando falamos de futuro, a tecnologia se faz presente

Agora, vamos falar menos de economia e mais de tendência, afinal, estamos falando sobre o setor automotivo como um todo e não só nos valores que esse mercado movimenta.

Em termos de mudanças que impactam diretamente o produto, vale destacar o uso cada vez mais intenso de tecnologias.

A indústria automotiva deve continuar a melhorar seus processos de produção com inteligência artificial e automação das linhas de produção.

Tal feito contribui para produzir mais em menos tempo, aumentando a rentabilidade das operações.

Mas essa tecnologia não está restrita às fábricas. 

Os próprios veículos estão mais modernos, com o uso de tecnologias como:

  1. Comandos de voz;
  2. Sensores de movimento;
  3. Integração com dispositivos móveis
  4. Fim da ignição mecânica;
  5. Melhoria dos câmbios automáticos
  6. Democratização da embreagem eletrônica;
  7. Otimização dos motores à combustão;
  8. Sistemas de assistência ao motorista (como assistente de subida e manobra);
  9. Inclusão de novas tecnologias de segurança.
  10. E até mesmo carros que andam “sozinhos”, sem a necessidade de um motorista.

Quais os impactos para oficinas mecânicas, auto centers e concessionárias?

Bom, fica evidente que se os carros estão mais modernos, todo o mercado de prestação de serviços automotivos também precisa acompanhar essa evolução.

Isso significa que é preciso pensar em fatores como: 

  1. Aquisição de novas ferramentas;
  2. Treinamento para a equipe de mecânicos.
  3. Uso de sistemas tecnológicos para facilitar a rotina de trabalho;
  4. Melhorias no ambiente das oficinas para atender às expectativas de consumo. 

Além disso, o crescimento do mercado automotivo e o aquecimento na venda de usados indica que as oficinas terão bastante trabalho pela frente.

Então, além de pensar em melhoria de serviços, também é importante avaliar a escalabilidade, ou seja, o potencial para acompanhar o crescimento da demanda.

Você não precisa sair investindo agora e contratando mais gente, mas é bom avaliar se a sua oficina dá conta de atender a todos. 

Se o mercado muda, você não pode continuar na mesma, concorda? 

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