Resumo

O sistema de ignição é o conjunto que gera a faísca para dar a partida e manter o motor funcionando. Os componentes principais são a chave de ignição, a bateria, a bobina, as velas e os cabos de vela.

Sabe qual a semelhança entre um carro esportivo com um motor furioso e um veículo 1.0 com menos de 80 cavalos? 

Nenhum dos dois sai do lugar se o sistema de ignição não estiver em ordem.

Afinal, ele é o ponto de partida para qualquer motorista colocar seu possante para rodar. 

Mas você sabe exatamente como essa “magia” acontece?

É isso que explicamos para você neste artigo. 

Confira como funciona a ignição do carro, quais são as peças que compõem esse sistema, quais são os tipos de ignição existentes e como detectar problemas nos componentes.

Qual a função do sistema de ignição?

O sistema de ignição é como o coração do carro. 

Ele oferece a energia necessária para colocar todo o sistema de motores para funcionar e mover o automóvel. 

Como você já sabe, os motores funcionam à base de combustão, certo? 

Essa energia chega ao motor em forma de uma faísca, que inflama a mistura de ar e combustível dentro da câmara de combustão e gera a queima necessária para movimentar os pistões do motor.

Resumindo: sem essa pequena faísca, até o mais potente dos carros não consegue sair do lugar.

Mas você sabe como essa faísca acontece?

O sistema também é responsável por controlar o momento exato da ignição durante o uso do veículo. 

Pode parecer algo simples, mas gerar a faísca na hora certa afeta diretamente o desempenho do motor, o consumo de combustível e a emissão de poluentes. 

Veja também: Partes do Interior do Carro: Confira o Checklist Completo

Quais são os componentes do sistema de ignição?

Componentes do sistema de ignição

1. Chave de ignição

Chave de ignição

É o local onde a chave do carro deve ser inserida para inicializar o sistema de ignição. 

Nos veículos mais modernos, a chave convencional é substituída por um botão. 

2. Bateria

Bateria

A “girada da chave” ativa a bateria, que fornece a energia inicial para o sistema. 

Geralmente,a bateria automotiva possui baixa tensão (cerca de 12 volts). 

3. Bobina de ignição

Bobina de ignição

A energia de baixa tensão que sai da bateria é transferida até a bobina, que é constituída por um emaranhado de fios de cobre, onde a energia ganha a tensão necessária para gerar a faísca.

4. Velas e cabos de vela

Velas e cabos de vela

As velas captam a energia de alta tensão vinda da bobina e gera a faísca dentro da câmara de condução.

Os cabos de vela são os responsáveis por conduzir a energia da bobina até a vela. 

5. Alternador

Alternador

O alternador é um componente elétrico responsável por recarregar a bateria e mantê-la alimentada para uso no sistema de ignição.

6. Chicote elétrico

Chicote elétrico

A peça alimenta a energia elétrica por todo o veículo, o que garante que todos os componentes que precisam de energia elétrica funcionem corretamente, desde a bateria até os vidros elétricos.

7. Outros componentes

Além de todas as peças citadas acima, o sistema de ignição pode conter o platinado e o condensador, que atuam para regular a corrente elétrica vinda da bobina. 

Os veículos mais novos não utilizam esses componentes, mas sim um módulo eletrônico

O sensor de rotação mede a velocidade do motor e envia sinais para o módulo de controle, que aciona ou desliga a ignição. 

Ele é essencial para carros com sistema “start-stop”

3 tipos de sistema de ignição de automóvel

Sistema de ignição convencional

O sistema de ignição convencional – também conhecido como sistema de ignição com platinado – é mais comum nos carros antigos, onde há o platinado e o condensador

Neste modelo, o platinado interrompe a corrente da bobina para gerar o pulso de alta tensão necessário para gerar a faísca. 

O condensador, por sua vez, regula a tensão no momento em que a chave é girada, garantindo que a tensão correta seja conduzida até as velas.

Sistema de ignição eletrônica

Esta é a versão aprimorada da ignição convencional e surgiu para acabar com a necessidade de uso do platinado e do condensador. 

Este sistema utiliza um módulo eletrônico para controlar o momento da faísca e dar mais precisão e eficiência. 

O módulo eletrônico gerencia o tempo de ignição com base em mapas pré-definidos para otimizar a queima de combustível e reduzir a emissão de poluentes. 

Sistema de ignição sem distribuidor

A ignição sem distribuidor, também conhecida como ignição estática, é um avanço em relação ao modelo eletrônico. 

Neste sistema, cada vela de ignição possui sua própria bobina, o que elimina a necessidade do carro ter um distribuidor e os cabos de vela. 

O responsável por acionar as bobinas é o módulo eletrônico.

O principal benefício deste sistema é a melhoria no controle do tempo de ignição, que gera mais eficiência e potência para o carro. 

Além disso, a ausência do distribuidor e dos cabos de vela reduz o desgaste e a necessidade de manutenção. 

Veja também: Partes do Carro: principais componentes e suas Funções

Como identificar qual componente está com problema no sistema de ignição?

Como identificar qual componente está com problema no sistema de ignição

Nem sempre é fácil identificar qual componente do sistema de ignição está dando problema, não é mesmo? 

Isso acontece porque existem vários sinais que indicam falhas nas diferentes partes do sistema.

Porém, o mecânico é como um médico de automóveis, ou seja, é preciso ficar atento aos sintomas – como falhas – para encontrar a origem do defeito. 

Fora isso alguns “exames”, ou melhor, alguns testes básicos podem ser feitos para ajudar no diagnóstico. 

1. Verifique a partida do veículo

Um dos sinais mais comuns de problemas no sistema de ignição é a dificuldade na partida do veículo. 

Se o motor demora para pegar ou não liga, a origem do problema pode ser as velas, os cabos de vela ou a própria bobina. 

Em carros com sistema de ignição tradicional, é comum que o platinado seja o responsável pela falha. 

2. Observe se há falhas na aceleração 

Outro sinal de alerta são as falhas na aceleração.

Caso o carro apresente falhas, trancos ou soluços ao acelerar, isso é um sinal que a força do motor não está sendo transmitida de forma estável. 

Isso pode ser causado pelas velas, cabos de vela ou bobina. 

3. Ouve ruídos estranhos?

Outro indicativo de problemas de ignição são os ruídos estranhos durante a aceleração

4. Analise o consumo de combustível

Não podemos deixar de lado também outro sinal clássico de problemas na ignição: o aumento no consumo de combustível. 

Geralmente, velas danificadas geram uma queima ineficiente da mistura entre ar e combustível, fator que aumenta o consumo. 

5. Como está o sistema elétrico?

Falhas elétricas também podem ser sinal de problemas na ignição.

Por fim, além dos sinais visíveis, é preciso verificar os componentes do sistema de ignição com atenção:

  • As velas devem ser inspecionadas para encontrar desgastes ou acúmulo de resíduos;
  • Os cabos de vela precisam ser analisados para encontrar danos em sua estrutura;
  • A bobina deve ser conferida de perto para checar se há problemas estruturais ou vazamento de óleo.
  • Nos sistemas antigos, é preciso conferir se o platinado e o condensador não sofreram desgaste por uso. 

Veja também: Checklist para Oficina Mecânica: Guia Completo (Crie o seu)

E para deixar a oficina pronta para qualquer diagnóstico, dá uma olhada nos elevadores automotivos da RW.

Tipo de ignição Como funciona Onde aparece Manutenção
Convencional Platinado e distribuidor mecânicos Carros mais antigos Mais frequente, com ajuste de platinado
Eletrônica Módulo eletrônico no lugar do platinado Maioria dos carros em circulação Menor, com foco em velas e cabos
Sem distribuidor Bobina dedicada por vela, comandada pela injeção Carros mais novos Menor ainda, sem peças de desgaste do distribuidor

Tudo pronto para dar a partida?

O sistema de ignição é essencial para o bom funcionamento dos veículos movidos à combustão. 

Por isso, conhecer como as peças funcionam em conjunto é fator importante para atender bem seus clientes e diagnosticar os problemas com mais agilidade e precisão.

Após o problema diagnosticado, é hora de colocar a mão na massa e fazer o possante voltar a funcionar normalmente.

E para isso, é muito importante ter os equipamentos certos na sua oficina para garantir um bom serviço executado.

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Perguntas frequentes
Qual a função do sistema de ignição?+
Gerar a faísca que inflama a mistura de ar e combustível dentro do motor. Sem essa faísca no momento certo, o motor não pega nem se mantém funcionando.
Quais são os sinais de problema no sistema de ignição?+
Dificuldade na partida, falhas e engasgos na aceleração, marcha lenta irregular, aumento no consumo de combustível e luz de injeção acesa no painel.
De quanto em quanto tempo trocar as velas de ignição?+
O intervalo vem no manual do veículo e varia bastante conforme o tipo de vela e o combustível usado. Na prática, a troca entra na revisão periódica e deve ser antecipada se aparecerem falhas na aceleração.
Quais são os tipos de sistema de ignição?+
São três: convencional (com platinado e distribuidor), eletrônica (com módulo no lugar do platinado) e sem distribuidor, em que cada vela tem sua própria bobina comandada pela injeção.
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