Resumo

Existem três tipos de óleo de motor: mineral, semissintético e sintético. A escolha certa é sempre a que o manual do veículo indica, respeitando a viscosidade SAE e a classificação API.

Se na culinária “óleo não é tudo igual”, imagina na manutenção veicular? 

Um carro precisa de diferentes tipos de lubrificantes para sistemas como freios, transmissão, direção hidráulica e, claro, para o motor. 

Dentre todos, o óleo para motor é o mais conhecido, e também o que precisa ser substituído com mais frequência. 

Contudo, não existe só um tipo de óleo para motor, existem diversas opções e cada uma carrega uma sigla diferente, como 5w30, 5w40, 10w40 e assim por diante. 

E aqui entra um papel importante dos mecânicos, donos de auto centers e concessionárias: 

Orientar o cliente quanto à escolha do óleo correto, para evitar problemas no carro e também para conquistar a sua confiança.

Neste artigo, você confere quais são os tipos de óleo para motor e quais são os critérios para fazer a escolha certa. Confira!

Tipos de óleo automotivo para motor

Tipos de oleo automotivo para motor comparativo

Óleo Mineral

O óleo mineral é o mais simples e também o mais barato. 

Ele é derivado do petróleo e passa por um processo de refino mais básico que os demais. 

Um ponto importante sobre o óleo mineral: ele tem uma estabilidade térmica menor, o que faz com que a vida útil também seja reduzida. 

A troca precisa ser feita a 3.000 ou 5.000 km rodados.

Óleo sintético

O óleo sintético é produzido em laboratório, com moléculas uniformes que garantem melhor lubrificação e proteção do motor

Ele também leva derivados do petróleo, mas em fórmulas diferentes do óleo mineral.

Este tipo de óleo para motor é ideal para veículos modernos, de alto desempenho ou que rodam com frequência em condições severas.

Óleo semissintético

Como o próprio nome já entrega, o óleo semissintético é uma mistura entre o mineral e o sintético. 

Ele oferece um equilíbrio entre custo e desempenho, o que o torna uma boa opção para quem busca uma proteção superior à oferecida pelo óleo mineral, mas com um preço mais acessível que o sintético. 

Como você pode imaginar, a quilometragem de troca fica no “meio termo” entre mineral e sintético, sendo recomendada a substituição entre 7.000 a 10.000 km rodados.

Veja também: Como montar uma troca de óleo: Guia Completo

Como escolher o óleo automotivo correto

Como escolher o oleo de motor correto

1. Consulte o manual do veículo

Vamos começar pelo básico e mais essencial: respeitar as recomendações do fabricante do veículo. 

Não é à toa que as marcas indicam nos manuais qual tipo de óleo deve ser usado. 

Essa definição é fruto de muitos testes antes do lançamento do modelo. 

Sim, em alguns casos a montadora pode tirar a garantia de um veículo se a troca de óleo não for feita na concessionária autorizada! 

Isso acontece porque essa é a única forma que a fabricante tem de assegurar que o lubrificante correto foi usado.

Portanto, fica a dica: vale até avisar o cliente que tem carro na garantia sobre esse ponto. 

Mesmo que você “perca o serviço”, você vai ampliar – e muito – a confiança do cliente na sua postura profissional e no seu serviço. 

Uma hora a garantia acaba e ele vai continuar precisando de troca de óleo

E, provavelmente, quando essa hora chegar, ele vai lembrar de você!

2. Identifique a classificação API correta

A classificação API (American Petroleum Institute) indica o padrão de desempenho do óleo automotivo.

As letras adicionais indicam em qual tipo de motor o óleo deve ser usado. 

Também existem as classificações ACEA (europeia) e ILSAC (norte-americana), que seguem critérios semelhantes, mas adaptados às demandas dos mercados.

No próprio site do Instituto Americano do Petróleo é possível encontrar mais informações sobre as categorias. Vale a pena conferir para entender as diferenças no detalhe.

3. Analise a viscosidade (SAE) do óleo 

A viscosidade é um conceito da física que estuda a capacidade de um líquido de resistir a um fluxo de escoamento. 

Por exemplo, ao colocar água e óleo em um funil, percebemos que a água escorre com muito mais fluidez e rapidez do que o óleo.

No caso dos lubrificantes para motor, a viscosidade também analisa a capacidade do óleo escoar em diferentes temperaturas. 

A classificação SAE (Society of Automotive Engineers) aparece no formato 5W30, 10W40 e etc.

Os óleos mais viscosos protegem melhor o motor em altas temperaturas, mas podem ser mais pesados na partida.

O primeiro número é chamado de “ponto 1” enquanto o segundo número é o “ponto 2”. 

Em relação ao ponto 2, quanto maior o número, maior é a viscosidade em temperatura elevada. 

Esse fator é fundamental para gerar uma película protetora sobre as peças do motor quando ele está em altas velocidades ou quando está há muito tempo em atividade.

Afinal, quanto maior a velocidade ou quanto maior for o tempo de uso, mais o motor esquenta. 

4. Conheça as melhores marcas do mercado

Existem diversas marcas de óleo disponíveis no mercado e todas passam por controles de qualidade e avaliação de agências reguladoras.

Contudo, existem certas empresas que possuem um histórico grande de bons produtos, como:

  • Mobil;
  • Castrol;
  • Havoline;
  • Petronas;
  • Shell. 

Todas oferecem produtos de alta qualidade, mas com diferentes faixas de preço e processos de atendimento e pós-venda. 

Para quem trabalha na área, o segredo é um só: testar as diferentes marcas até encontrar o melhor custo-benefício. 

5. Entenda como o veículo é utilizado

Para indicar o melhor óleo para seu cliente, é essencial entender como ele usa o veículo

Carros que rodam principalmente na cidade exigem trocas mais frequentes, por conta do “anda e para constante”. 

Nestes casos, vale aplicar um óleo sintético de alta qualidade para ampliar o intervalo de troca.

veículos que rodam em estrada, com motor em rotação estável, têm menor desgaste. 

O estilo de uso influencia diretamente na escolha do óleo ideal, mas nunca é demais reforçar a mensagem: use o tipo de óleo indicado pelo fabricante!

6. Verifique se o motor é flex ou a diesel

Lembra da classificação API? Aqui ela vai ser fundamental. 

Não se deve usar um óleo do tipo “S” numa caminhonete a diesel, muito menos um óleo do tipo “C” num carro 1.0 flex.

Motores a diesel operam com mais pressão e altas temperaturas, o que faz com que o óleo usado seja bem diferente do óleo para carros flex.

Inclusive em muitos casos, é incluído um aditivo contra fuligem e oxidação, que não é recomendado para motores flex.

No caso dos motores flex, eles geralmente usam versões semissintéticas ou sintéticas com viscosidade intermediária. 

Esse tipo de óleo não se dá bem em motores diesel e causaria um estrago e tanto no motor. 

7. Verifique a quilometragem do veículo

Veículos com alta quilometragem (mais precisamente acima de 100 mil km) têm maior folga entre as peças do motor. 

Nesses casos, há óleos específicos para “alto km” que possuem aditivos que ajudam na vedação, além de apresentar maior viscosidade para reduzir o consumo e evitar vazamentos.

8. Atente-se ao clima

O óleo é um fluído bem menos sensível às mudanças de temperatura do que água, mas isso não significa que o produto não sente os efeitos de climas mais extremos.

Em regiões frias, óleos mais finos garantem partida rápida e lubrificação imediata. 

Em locais quentes, óleos mais viscosos suportam melhor o calor sem perder eficiência.

Tipo de óleo Origem Intervalo de troca Indicação
Mineral Refino direto do petróleo O mais curto dos três Motores antigos e de projeto mais simples
Semissintético Mistura de mineral com sintético Intermediário Uso urbano comum, bom custo benefício
Sintético Produzido em laboratório O mais longo dos três Motores modernos, turbo e uso severo

Tipos de óleo automotivo não faltam, falta escolher o ideal

Escolher o óleo automotivo certo não é uma tarefa muito complicada, mas é algo extremamente estratégico para atender bem seus clientes e garantir uma manutenção bem feita.  

Saber diferenciar tipos, entender a aplicação de cada um e analisar o perfil do veículo são diferenciais para que seu serviço seja mais preciso e capaz de fidelizar o consumidor.

Ao recomendar o lubrificante correto, você ajuda a aumentar a vida útil do motor, evita problemas e reforça a confiança.

Ou seja: dominar esse assunto pode ser um diferencial competitivo!

Tem alguma dica para compartilhar? Deixe seu comentário e faça parte da nossa discussão sobre os diferentes tipos de óleo para motor!

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Perguntas frequentes
Qual tipo de óleo de motor é melhor?+
Depende do motor e do uso. Motores a diesel e motores a gasolina ou flex pedem lubrificantes bem diferentes, por isso a referência é sempre a especificação do manual do veículo.
Qual a principal função do óleo do motor?+
Reduzir o atrito entre as peças para evitar desgaste e superaquecimento. O óleo também ajuda a manter o motor limpo, carregando resíduos até o filtro.
Posso misturar óleos diferentes?+
Não é recomendado. A mistura pode comprometer o desempenho do lubrificante e gerar custo alto de reparo. Siga a recomendação da fábrica e evite misturar até marcas diferentes com a mesma especificação.
O que significam SAE e API no rótulo do óleo?+
SAE indica a viscosidade do óleo, ou seja, o quanto ele é fluido em frio e em temperatura de trabalho. API indica o nível de desempenho e para que tipo de motor aquele óleo foi aprovado.
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