O elevador de 2 colunas atende a mecânica geral e é a escolha da maioria das oficinas, com preço a partir de cerca de R$ 9 mil. O de 4 colunas custa cerca de três vezes mais e compensa em alinhamento, veículo longo e frota pesada. Capacidade não é o critério de escolha: os dois formatos cobrem a mesma faixa de peso.
Quem está comprando o primeiro elevador quase sempre chega nessa dúvida achando que ela é sobre peso.
Não é.
Os dois formatos cobrem praticamente a mesma faixa de capacidade, e a diferença real está no tipo de serviço que a sua oficina faz e no quanto você vai gastar.
Elevador de 2 ou 4 colunas: qual escolher?
Para mecânica geral, freio, suspensão, escapamento e troca de óleo, o elevador de 2 colunas é a escolha certa. Ele deixa as quatro rodas livres, que é o que esses serviços exigem.
Para alinhamento, geometria, veículo longo e frota, o de 4 colunas compensa, porque o carro sobe apoiado nas próprias rodas sobre plataformas.
O peso no bolso é o que costuma decidir: o de 4 colunas sai por cerca de três vezes o valor do de 2 colunas.
Qual a diferença entre o elevador de 2 e o de 4 colunas?
A diferença está em onde o carro se apoia. No de 2 colunas, os braços seguram o chassi e as rodas ficam soltas no ar. No de 4 colunas, o veículo sobe inteiro sobre duas plataformas, apoiado nos próprios pneus.
Elevador com quatro colunas e duas plataformas onde o veículo sobe apoiado nas próprias rodas, sem levantar a suspensão.
Essa escolha muda tudo o que vem depois.
Com as rodas livres você trabalha em freio, suspensão e pneu.
Com as rodas apoiadas você mede geometria com o carro na posição real de uso, que é o que o alinhamento exige.
Se quiser entender o mecanismo por dentro antes de comparar, veja como funciona um elevador automotivo.
Comparativo: 2 colunas x 4 colunas
A tabela usa a linha real que a RW comercializa, não faixas genéricas de mercado.
| Critério | 2 colunas | 4 colunas |
|---|---|---|
| Faixa de preço | A partir de cerca de R$ 9 mil | De R$ 28.830 a R$ 54.430 |
| Capacidade | 2.500 a 5.000 kg | 4.000 a 9.000 kg |
| Acesso às rodas | Livre | Apoiadas na plataforma |
| Melhor para | Mecânica geral, freio, suspensão | Alinhamento, frota, veículo longo |
| Espaço ocupado | Menor | Maior |
| Base e chumbadores | Obrigatórios | Obrigatórios |
| Modelos disponíveis | 24 | 6 |
Qual dos dois aguenta mais peso?
Aqui está a maior confusão do tema. O elevador de 2 colunas chega a 5.000 kg e o de 4 colunas começa em 4.000 kg, então as duas faixas se sobrepõem quase inteiras.
Na prática, um elevador de 2 colunas de 5.000 kg levanta mais peso que o modelo de entrada de 4 colunas.
O de 4 colunas só ganha em capacidade no topo da linha, no modelo de 9.000 kg com plataforma, que é equipamento de linha pesada e não de oficina comum.
Ou seja: se o seu problema é peso, o de 2 colunas provavelmente resolve por um terço do preço.
Escolher 4 colunas por causa de capacidade quase sempre é dinheiro mal gasto.
Quando o elevador de 2 colunas é a escolha certa?
Na maioria das oficinas. O de 2 colunas é o padrão da mecânica geral porque libera as quatro rodas e permite trabalhar embaixo do carro sem reposicionar nada.
Ele faz sentido se a sua rotina é troca de óleo, freio, suspensão, escapamento, embreagem e revisão.
São 24 modelos na linha, de 2.500 a 5.000 kg. O de 2.600 kg cobre a frota de passeio e o de 4.100 kg entra quando a oficina recebe caminhonete.
Quando vale investir no elevador de 4 colunas?
Vale quando o serviço exige o carro apoiado nas rodas ou quando o veículo é grande demais para os braços de um elevador de colunas.
Os três casos que justificam o investimento:
- Alinhamento e geometria. A medição precisa do carro na posição real de uso, com a suspensão carregada.
- Vans, utilitários e veículos longos. A plataforma acomoda entre-eixos que o de 2 colunas não pega bem.
- Frota e linha pesada. Aqui entram os modelos com plataforma, de 4.000 e 9.000 kg.
Veja a linha completa na categoria de elevador de 4 colunas.
Qual é melhor para alinhamento?
O de 4 colunas, sem discussão. O alinhamento exige o veículo apoiado nas próprias rodas, com o peso distribuído como no uso normal, e é exatamente isso que a plataforma entrega.
Fazer geometria num elevador de 2 colunas, com a suspensão solta, entrega leitura que não corresponde ao carro rodando.
Vale lembrar que existe um caminho intermediário, que é a rampa de alinhamento, um equipamento dedicado a esse serviço.
Como escolher pelo perfil da sua oficina?
Ache o seu cenário na lista:
- Oficina generalista com 1 ou 2 boxes: 2 colunas de 2.600 kg. Resolve quase tudo pelo menor investimento.
- Oficina que atende caminhonete e SUV grande: 2 colunas de 4.100 kg ou mais.
- Autocenter que quer vender alinhamento: 4 colunas, ou rampa de alinhamento dedicada.
- Oficina de vans e utilitários: 4 colunas com plataforma.
- Quem faz muito serviço embaixo do carro: 2 colunas, pelas rodas livres.
Em qualquer cenário, escolha a capacidade com folga sobre o veículo mais pesado que entra na sua oficina e confira o pé-direito antes de fechar a compra.
O número de colunas define a segurança?
Não. Segurança vem dos dispositivos de proteção, das travas e da instalação correta, não da quantidade de colunas.
Os dois formatos exigem base de concreto adequada, chumbadores bem executados e manutenção em dia.
Se a sua oficina tem funcionário registrado, vale conversar com quem cuida da segurança do trabalho sobre os requisitos da NR-12, que trata de máquinas e equipamentos. Para entender o que a norma exige na prática, veja NR-12 em elevador automotivo.
Para comparar com os outros formatos antes de decidir, veja os tipos de elevador automotivo. E se a sua oficina não tem rede trifásica, confira o que dá para instalar em 220V monofásico.
A RW Elevadores é distribuidora nº 1 dos equipamentos Engecass e já fez mais de 10 mil vendas desde 2015, com orientação técnica na escolha e garantia de fábrica. Veja a linha completa na categoria de elevador automotivo.